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40 horas na mira dos empresários
O tema da redução da jornada de trabalho continua causando tumulto entre os empresários. Falar em diminuir lucros significa uma heresia infame para a classe dos empregadores.
A choradeira é generalizada, a crise uma desculpa pífia para afirmar que a indústria não pode assumir gastos para produzir com a carga horária reduzida, o que provocaria um forte impacto no setor, causando desemprego. Apenas desculpas sem uma base sólida para fundamentar-se.
Mas o marketing contra está a pleno vapor. A Firjan estendeu uma faixa na Esplanada dos Ministérios; “PEC das 40 horas é mesmo um negócio da China: é para lá que os empregos vão”. Nada mais esclarecedor; o ideal é explorar os empregados como faz a ditadura chinesa.
A indústria não está disposta a ceder e ponto. Não enquanto continuarem a analisar a questão da seguinte forma: menos horas trabalhadas + horas extras caras = mais empregados + mais gastos = menos lucros.
O que não é verdade. Existem hoje no Brasil cerca de 24 milhões de trabalhadores no mercado formal, dos quais 70% trabalha acima de 40 horas semanais, ou seja, cerca de 17 milhões. Estima-se que a redução da jornada pode gerar 2 milhões de novos empregos e um impacto de apenas 1,9% no caixa das empresas.
Assim, 2 milhões de novos consumidores = aquecimento do mercado + consumo de mercadorias e serviços = maior incremento da cadeia produtiva = lucros maiores.
A redução da jornada já foi amplamente discutida com vários segmentos da sociedade; 40% dos países adotam a carga média de 40 horas semanais e comprovadamente as empresas que praticam 40 horas melhoram a produtividade. Não há mais o que discutir.
Sabemos que não vai ser fácil aprovar a PEC, mas temos a experiência acumulada de mais de um século de lutas, unidade política, força e vontade de enfrentar qualquer inimigo que queira barra a possibilidade de aprovação da proposta no Congresso. Estamos preparados.
A Diretoria
TRABALHO ESCRAVO
A assinatura da Lei Áurea, em 1888, não representou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra, colocando fim à possibilidade de possuir legalmente um escravo. Ainda persistem situações que mantêm o trabalhador sem possibilidade de se desligar de seus patrões, um escravo sem essa denominação.
E, o trabalho escravo não é apenas um problema trabalhista. Trabalho escravo é um crime de violação de direitos humanos. Normalmente, quem se utiliza dessa prática também é flagrado por outros crimes e contravenções. Dessa forma, o trabalho escravo torna-se um tema que liga diversas áreas e por todas deve ser combatido.
No Brasil o trabalho escravo envolve produtores e empresas de todo tipo e todo lugar, em vários cantos do Brasil. Casos de escravidão são noticiados toda semana pela mídia.
É absolutamente comum abrir um jornal e encontrar algo assim: "Sempre que vejo um trabalhador cego ou mutilado pergunto quanto o patrão lhe pagou pelo dano e eles têm me respondido assim: ‘um olho perdido - R$ 60,00. Uma mão perdida - R$ 100,00'. E assim por diante. Estranho é que o corpo com partes perdidas tem preço, mas se a perda for total não vale nada", afirma um integrante da equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego.
A situação é grave e precisa ser enfrentada de forma corajosa. Um enorme desafio que se coloca para a nação: construir um modelo de desenvolvimento sustentável, que equilibre o desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Uma situação que exige urgência para ser resolvida, afinal até quando será assim?
A Diretoria
EXERCENDO DEMOCRACIA
Se o Brasil mantiver o mesmo ritmo de diminuição da pobreza extrema e da desigualdade de renda observados nos últimos cinco anos (2003 a 2008) poderá obter indicadores sociais próximos aos de países desenvolvidos em 2016. Da mesma forma, poderá alcançar uma taxa de pobreza absoluta de 4%
Os dados, divulgados constam de documento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e divulgados dia 12/01. São considerados pobres extremos aqueles que recebem até 25% de um salário mínimo por mês, enquanto os pobres absolutos dispõem mensalmente de até 50% de um salário mínimo.
Não duvidamos que grande parte do avanço no enfrentamento da pobreza está diretamente ligado à estruturação das políticas públicas sociais do governo federal. Entretanto ainda há muito por fazer e os constantes desvios de verbas enfrentados por todos os programas sociais é um ralo que não se consegue tapar. Fossem devidamente canalizados todos os desvios, nosso país já poderia ser considerado plenamente desenvolvido, tendo a pobreza extrema praticamente erradicada.
Este é um ano de eleições e mais uma vez vamos eleger as pessoas que vão decidir nosso destino político, econômico e social. Devemos escolher “a dedo” nossos eleitos. Políticos que garantam a elevação do gasto social no país, a descentralização da política social com o aumento do papel dos municípios na implementação das políticas sociais, além de garantir a consolidação institucional do quadro geral das leis sociais no Brasil e incrementar a participação das comunidades na formatação e gestão das políticas sociais.
Para isso se concretizar será necessário que as futuras casas legislativas se comprometam com novas leis que regulem a responsabilidade e o compromisso social, com metas, recursos, cronogramas e coordenação do programas que já existem e outros que venham a se concretizar, sendo efetivamente monitoradas e cobradas pela sociedade que deve monitorar e controlar ações de seus representados. Assim se exerce democracia!
A Diretoria |
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Sindicato Forte se faz com União e Representatividade! TRABALHADOR EAA JUNTE-SE À NÓS... ASSOCIE-SE JÁ! |
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