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Sindicato dos Empregados de Agentes  Autônomos do Comércio e em Empresas de  Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços  Contábeis de São José dos Campos e Região

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OPINIÃO

E PORQUE NÃO FUNCIONA?

 

O transporte de pacientes na rede pública de saúde de Jacareí está sendo feito de forma precária por falta de manutenção nas ambulâncias. Dos 10 veículos de que a cidade dispõe, 6 estão parados à espera de conserto. Uma das ambulâncias está parada há cerca de um ano e a maioria dos atendimentos têm sido feita pelo Corpo de Bombeiros.

 

A crise entre a Santa Casa e a prefeitura de São José dos Campos extrapolou os limites da saúde pública ganhando contornos políticos. A Câmara aprovou convite do vereador Carlos Alberto Macedo Bastos (PFL) para a direção do hospital explicar à Casa os problemas financeiros que enfrenta. (fonte: Vale Paraibano)

 

Os serviços de saúde de todos os municípios passam por dificuldades, maiores ou menores! Ora, o Sistema Único de Saúde-SUS deveria ser uma importante conquista social dos brasileiros, consignada na Constituição de 1988. Há muitos números para comprovar os efeitos positivos da existência do SUS para a saúde pública no Brasil, mas, ainda assim,  a realidade que os doentes enfrentam diariamente é outra.


Uma das mais importantes inovações do SUS é, justamente, operar como um sistema com participação das três esferas de governo e sob comando único em cada nível, sendo facultado aos municípios se consorciarem para otimizar recursos e melhor resolver seus problemas. Embora o sistema seja único é flexível o bastante para realizar ações adequadas a realidades tão distintas quanto as representadas pelas diferentes regiões brasileiras; para financiá-lo há fundos governamentais específicos e a cidadania controla o SUS por meio de conselhos e conferências de saúde nas três esferas de governo. Simples assim.

 

Então, porque não funciona? Entre muitos fatores, por causa das péssimas condições de vida da maioria da população (que têm grande impacto sobre os níveis de saúde), por dificuldades orçamentárias e gerenciais que marcam a administração pública, além da corrupção que corre solta no segmento.

 

E não é difícil entender este quadro, quando prestamos atenção nas prioridades do governo federal:

1 - pagar os juros da dívida externa, que só aumentam;

2 - pagar as despesas com propaganda do que o governo deveria fazer, diz que está fazendo, mas não faz;

3 - pagar as despesas com a cooptação de parlamentares;

4 - pagar as despesas de gabinete (segundo dados do Diário Oficial da União, Lula gastou, somente em 2004, R$ 372 milhões. Comparando, FHC gastou, em 1995, R$ 38 milhões);

5 - pagar as despesas com pessoal.

 

O que sobra, é transferido a conta-gotas aos ministérios, para a Saúde, Educação, Saneamento Básico, Infra-estrutura etc. Entre estados e municípios, este quadro também se aplica, com poucas alterações.

 

Assim entre trancos e barrancos, o SUS não funciona sendo sinônimo de filas imensas, falta de exames, doentes em macas nos corredores, mortes por falta de atendimento, erros médicos, falta de ambulâncias, santas casas sem recursos etc.  Uma situação precária que prejudica os trabalhadores e cidadãos, que têm direito a um atendimento, no mínimo, digno, mas quase nada recebendo em troca da elevada carga tributária a que estão sujeitos, sem ter para quem reclamar.

 

A diretoria


 

MAIS UMA VEZ: VERGONHA!

 

A vergonha que os brasileiros estão vivendo neste momento, quando a corrupcão na qual seus políticos se envolvem é estampada em todos os jornais do mundo, nos remete a um assunto de suma importância.

 

Trata-se, naturalmente, da reforma política, pois, não existem dúvidas de que o sistema político-partidário brasileiro necessita de correções que o coloquem no rumo certo. Assunto este, diga-se de passagem, que era umas das prioridades do candidato Lula, esquecida depois da eleição.

 

Não é mais possível conviver com leis e regras frouxas, que incentivam o individualismo no exercício do mandato parlamentar, em detrimento da coerência partidária. Não é mais possível continuar convivendo com o troca-troca de legendas em busca do troca-troca de favores.

 

É necessário impor ao candidato uma filiação no mesmo partido nos 4 anos que antecedem o pleito e regras que possam impedir a proliferação de partidos de aluguel. Além disso, coligações em eleições proporcionais devem ser proibidas. A proporcionalidade das bancadas estaduais exige correções, de modo que o voto de cada eleitor em cada Estado tenha o mesmo peso na eleição para a câmara dos deputados.  O financiamento das campanhas devem seguir regras rigorosas, que sejam capazes de conferir total transparência a este processo, coibindo de todas as formas o caixa dois.

 

Além de regras firmes que possam moralizar o comportamento de nossos parlamentares, precisamos de uma reforma que impeça as grandes tentações que não devem existir em uma administração estável, tanto dentro do próprio governo, quanto dentro de suas estatais. O número de cargos de confiança deve ser reduzido drásticamente e as nomeações submetidas a critérios técnicos. Nepotismo, em pensar! Por fim o orçamento da união não pode continuar sendo moeda de troca em negociatas que beneficiem emendas individuais, conquistando votos de parlamentares na câmara.

 

Apesar de toda a sujeira que o deputado Roberto Jéferson colocou na frente do ventilador, atingindo em cheio o partido governista, ainda lhe resta uma saída honrosa. Promover a reforma política que os brasileiros desejam com a mesma determinação que pregava quando era oposição. Só assim conquistará sua moral novamente.

 

A Diretoria


 

Febem TENTA NOVO RUMO

 

A Febem de São José vai passar por uma reformulação administrativa. Uma nova entidade assistencial será contratada para tocar o projeto pedagógico da unidade, em substituição à Unipaz. Na prática, a prefeitura vai assumir a coordenação e fiscalização do trabalho de recuperação dos menores infratores, por intermédio da Fundhas. A municipalização da Febem é mais uma tentativa de desenvolver em São José um projeto-piloto que mude a história da instituição que passou a ser conhecida como escola do crime.

 

É sabido que níveis de instrução e de renda são fatores de inclusão e exclusão; quanto maior o nível de escolaridade, maior a remuneração, assim como a possibilidade de inserção no mercado de trabalho e vice-versa. No Brasil mais de um terço dos jovens pertence a famílias pobres, cujos níveis de renda e de escolaridade limitam as suas condições de desenvolvimento e comprometem a construção de seus projetos, jogando-os na contravenção e criminalidade.

 

 Existem diversos fatores que conduzem um adolescente à Febem, mas a principal causa  de seu comportamento está relacionada às condições sócio-econômicas e interações com a família e com os ambientes sociais mais próximos, como a escola.

É uma árdua tarefa, que precisa de uma firme vontade política para ser realizada. Projetos destinados aos jovens precisam estar inseridos em políticas que considerem que suas necessidades se prolongam para além dos 18 anos, especialmente no que se refere à continuidade dos estudos e à inserção no mercado do trabalho e a assistência prestada deve incluir o ambiente social que envolve o adolescente.

 

A inclusão social de jovens e adolescentes, principalmente pobres, requer do governo uma ação efetiva, capaz de fortalecer a criação de um Sistema de Políticas Públicas para os Jovens e Adolescentes, uma vez que as políticas universais não são capazes de responder às necessidades desse grande contingente populacional, que tende a crescer nos próximos anos.

Neste contexto a prefeitura adota uma ação arriscada e decide assumir a responsabilidade pela educação dos menores infratores. Só o tempo dirá se o esforço trará os resultados desejados para reverter os sérios problemas pelos quais passa a instituição. 

 

A Diretoria


 

NÃO É DA NOSSA COMPETÊNCIA?

 

A polícia do Vale do Paraíba foi campeã de denúncias sobre o suposto envolvimento de policiais civis e militares com o tráfico de drogas no ano passado, segundo relatório da Ouvidoria das Polícias do Estado.

 

Saber que profissionais, pagos com nossos impostos, que teoricamente deveriam nos defender dessas mazelas, acabam por cair na prática do crime que deveriam combater, é desalentador para qualquer cidadão honesto.

 

Entretanto, é muito simplista nosso modo de encarar nossa relação com a polícia, como se este grupo de trabalhadores não fizesse parte da mesma sociedade que nós e assim tratamos seus desvios com tolerância zero.

 

Não há tristeza pelos policiais mortos simplesmente porque carregam uma identificação funcional, vestem um uniforme ou estão cumprindo seu dever. Encaramos suas mortes como algo alheio a nós e até merecedores de serem exterminados, afinal isso, é o troco que estão recebendo por não servir bem ou maltratar o cidadão.

 

Reclamamos, mas sempre nos colocando do lado de fora. Não temos nada com isso, não é da nossa competência. Não mesmo? Como estamos conseguindo esquecer que a grande maioria destes policiais são pessoas honestas, mal pagas, mal preparadas e vergonhosamente equipadas, que diariamente convivem com a condenação à morte a que se sujeitam, simplesmente por exercerem a profissão. E não só a condenação deles mesmos, mas também de suas famílias. E a maioria de nós, o que faria se estivésse no lugar deles? Quem sabe?...

 

Talvez esteja na hora de revermos nosso posicionamento, mudando nossas atitudes. Nós somos a sociedade e a sociedade pode fazer bastante, para exigir dos governos que apliquem políticas de segurança competentes, capazes de combinar respeito aos direitos humanos e eficiência policial, controlando a corrupção, reaproximando polícia e sociedade, restabelecendo a confiança e revalorizando os profissionais de polícia. 

 

E não basta apenas cobrar e criticar os governos, é necessário que nos empenhemos em agir com mais coerência e responsabilidade na escolha de nossos representantes e governantes, analisando e avaliando, durante as campanhas, a consistência de suas propostas nessa área tão dramática.

 

Vale entender que a polícia também somos nós, por isso, não podemos nos deixar contagiar pelo ceticismo, cruzando os braços e permitindo que nossa imobilidade atire esse batalhão de homens e mulheres na danação do inferno. Temos a obrigação de ser otimistas, mesmo quando as razões nos parecem poucas, agindo de modo mais construtivo, ajudando a orientar os governos e apoiando iniciativas sérias, buscando parcerias e mobilizando as comunidades locais. Só nos unindo e mobilizando poderemos ter a polícia que achamos que merecemos.

 

A Diretoria


 

OS DESAFIOS AO TRABALHADOR!


Desafios... Essa é sem dúvida uma palavra sem a qual o trabalhador poderia viver muito bem, mas a realidade é que quem não estiver pronto para eles certamente será aniquilado pelo sistema.

Ainda há poucos anos atrás, uma boa idéia e algum tino comercial eram suficientes para ganhar-se a vida. As vagas de trabalho na iniciativa privada podiam ser conquistadas facilmente, os concursos públicos não eram tão especializados e o pouco estudo não impedia ninguém de vencer na vida.

Atualmente exige-se do candidato ao trabalho muito estudo, especialização, aprimoramento, reciclagem.... E, a consciência de que qualquer diploma, em pouquíssimo tempo, de nada valerá se não vier acompanhado de bom humor, bom senso e muito jogo de cintura para o dia-a-dia.

Hoje, as empresas não estão mais interessadas em saber o que o trabalhador estudou, mas se ele sabe pensar, resolver problemas e lidar com outras pessoas. Por isso ter uma boa cabeça é tão importante quanto ter bons conhecimentos. O trabalhador está deixando de ser apenas um empregado, contratado apenas pela sua capacidade de desenvolver determinada tarefa, para ser uma pessoa trabalhadora que agrega à sua força de trabalho sua formação como ser humano, como gente.

O grande desafio do trabalhador de hoje, portanto, é desenvolver seus talentos, consciente de que cada dificuldade pode ser um ensinamento, repensando seu potencial, conhecendo suas habilidades e colocando-as a serviço de uma nova forma de trabalho; descobrindo o que o mercado precisa e conquistando-o através do aprimoramento profissional, ética e comprometimento consigo e com seu ideal de vida. Não existem fórmulas prontas. Existem apenas a motivação, que implica em educação permanente para a vida e o desenvolvimento da capacidade de aprendizado, criatividade, adaptabilidade, flexibilidade e autodidatismo.

Nada tão complicado para quem traz registrado em sua memória as inúmeras lutas e conquistas realizadas ao longo dos tempos. Para adaptar-se às novas exigências é importante que o trabalhador tenha uma clara concepção daquilo que deseja e uma forte confiança em seus objetivos, lembrando a cada momento que aquilo que ontem era utopia hoje é realidade, assim como ainda é utopia hoje, aquilo que está por vir e que com toda certeza será realizado.

Portanto, vamos comemorar o Dia do Trabalho com alegria e esperança, como todo trabalhador merece. Vamos nos unir e fortalecer para agir sempre no sentido do bem coletivo, participando ativamente da construção de um Brasil, que só queremos melhor.

A Diretoria


 

Orçamento Doméstico...

 

A variação de preços da cesta básica na região do Vale do Paraíba no acumulado do ano de 2004 foi de 10,35%, segundo pesquisa do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté). O índice foi superior ao da inflação dos últimos 12 meses, que ficou em 6,30%, de acordo com o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor). O índice também é maior que o registrado pela mesma pesquisa no ano anterior, que teve 7,08% de variação em relação a 2002.

A pesquisa considera uma cesta básica recomendada para uma família de cinco pessoas e com renda mensal de cinco salários mínimos. A cesta básica no Vale fechou o ano de 2004 custando R$ 656,65, contra R$ 595,06 no ano anterior.  Foram pesquisados 32 itens de alimentação, cinco produtos de higiene pessoal e sete produtos de limpeza doméstica. Para os pesquisadores, a alta de preços pode ser explicada por três fatores: o primeiro deles é a retomada do crescimento econômico em 2004, com o aumento, ainda que tímido, do consumo; o segundo fator seria o aumento das exportações de alguns produtos, com destaque para a carne que provocou escassez do produto e elevação dos preços no mercado interno; por último, a pesquisa destaca a aumento do preço dos combustíveis, que tem reflexo direto no aumento dos custos do transporte e, consequentemente, dos preços.

 

O fato é que para os responsáveis pelo abastecimento do lar, o aumento da cesta básica foi percebido no orçamento doméstico, pois a cada mês compra-se menos, com a mesma quantia. No supermercado, na feira, no armazém tudo aumenta de preço, mas os salários continuam os mesmos.

 

O governo, através do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, afirma que trabalha para implementar, em 2005, medidas que contribuam para desonerar os bens de consumo de massa, dentro da cesta básica. É um bom começo, mas ainda uma promessa. Assim, todos os brasileiros assalariados esperam que o governo faça de fato sua parte:

 

...desonerando os produtos da cesta através da isenção ou minimização da cobrança de ICMS sobre o conjunto de produtos considerados indispensáveis para a subsistência digna dos trabalhadores e sua conseqüente capacitação para a educação e habilitação profissional, visando à sua inclusão social e à promoção de sua cidadania;

 

 ...acabando com a guerra fiscal entre estados através da Federalização do ICMS, com cobrança no destino, executada de forma gradual, preservando-se o controle de cada estado sobre a arrecadação e fiscalização;

 

...e tomando medidas que possam recuperar o valor do salário mínimo, para que este possa cumprir seu papel de sustentar o trabalhador dignamente.

 

A Diretoria


 

PARTICIPANDO DO NEGÓCIO....

 

Um olhar mais atento e logo percebemos as transformações. Edifícios arrojados em construção, vitrines charmosas, exposição de produtos de grifes, pequenos centros de serviços e pontos comerciais com mesas cheias nos finais de tarde.


Esse é o visual da avenida São João, endereço chique e nobre de São José dos Campos, um dos pontos mais cobiçados da cidade. As transformações que vem ocorrendo nesse importante corredor de transporte, que liga o centro à zona nobre da cidade, ainda estão longe de delinear a "cara" definitiva da São João.
Mas, as mudanças são suficientes para mostrar um novo pulsar na avenida que confirma a boa qualidade da metamorfose que começou há alguns anos com investimentos públicos e privados no local.

 

É exatamente esse tipo de mudança que desejamos para a área política e social de nossa região e de nosso país. Uma mudança realizada através de parceria entre o público e o privado, na qual cada um dos participantes cumpre a sua parte sem tentar tirar vantagens do outro, mas pensando no bem comum que envolverá todos os participantes.

 

Qualquer tipo de empreendimento assim realizado trará bons frutos. As melhorias públicas atrairão os investidores privados... os novos negócios gerarão empregos e atrairão o consumidor que irá gerar lucros que alimentarão os negócios, propiciando maior arrecadação de impostos que serão transformados em benefícios para a comunidade. Todos ganham.

 

Não é difícil. Se o exemplo pode existir em pequena escala, como na avenida São João, porque não poderia existir em grande escala, envolvendo município, estado e país? Basta direcionar a força de vontade política para um novo foco que englobe o desenvolvimento sustentado, investimentos geradores de empregos, melhor distribuição de renda, melhor nível de vida, mais honestidade. E para arrematar, é fundamental que todos sintam-se parte do “negócio” tornando sua participação uma oportunidade de progresso permanente para a comunidade.

 

A Diretoria


 

LEGISLATIVO EM XEQUE!

 

Tem assuntos que a gente gostaria de ignorar, mas não dá! Eles ficam nos incomodando, como um traje de palhaço, bem mal ajambrado (parece que é esta a imagem que alguns políticos têm de seus eleitores).

 

Um deles é o severiano presidente da câmara dos deputados federais, que mal sentou-se na nova cadeira, tentou enfiar pela goela do povão um generoso aumento de honorários para os parlamentares, que já recebem um salário astronômico (se comparado com os milhões que sobrevivem com o mínimo) 15 vezes ao ano. Querem mais? É claro que querem mais...

 

Pois muito bem, enquanto em Brasília Severino envidava seus esforços, em São José dos Campos, os vereadores não perderam a oportunidade de reivindicar um modesto aumento de 60,5% em seus vencimentos.

 

Embora o reajuste tenha sido condenado por sindicatos, entidades de classe, ONGs, profissionais liberais e por boa parte da população, os parlamentares não se deram por vencidos. Os 20 vereadores de São José - Alexandre da Farmácia, Amélia Naomi, Cristiano Pinto Ferreira, Cristóvão Gonçalves, Dulce Rita, Hélio Nishimoto, Jorley Amaral, José Luís Nunes, Juvenil Silvério, Lino Bispo, Luiz Mota, Macedo Bastos, Miranda Ueb, Petiti da Farmácia Comunitária, Robertinho da Padaria, Tonhão Dutra, Valdir Alvarenga, Wagner Balieiro e Walter Hayashi, Dirlermando Dié Alvarenga - colocaram suas mãos, por livre e espontânea vontade na carteira do povão e não querem largar!

 

A comunidade reagiu como podia. Munidos de cartazes, apitos e 'narizes de palhaço' os manifestantes superlotaram a galeria da Câmara para protestar contra o reajuste. Embora separados do público por vidros, alguns vereadores demonstraram nervosismo com as palavras de ordem dos manifestantes, outros, no entanto, reagiram com desdém em relação ao protesto, demonstrando claramente o pouco caso que fazem de seus eleitores.

 

Sentindo a água bater na linha da cintura, parte da bancada recuou e passou a condenar o reajuste, enquanto outros admitiam rever seu posicionamento. Fica assim mais uma lição para os eleitores: os vereadores podem muito, mas a opinião pública pode mais!

 

Enquanto não é decidido o braço de ferro, o trabalho na Câmara está praticamente parado, pois as sessões têm durado, em média, cerca de 20 minutos, sendo paralisadas sob alegação de um clima de vandalismo. Isto é uma vergonha que a comunidade não precisava estar aturando se nossos parlamentares colocassem a mão na consciência.

 

A Diretoria


 

Discutir, reivindicar, exigir...
 

Não esmorecer, não cansar, não desistir! Discutir, reivindicar, exigir! Este tem sido, sem dúvida, o lema do batalhão de mulheres destemidas e ousadas que ao longo do tempo ajudaram as mulheres de hoje a abrir os caminhos em busca da uma qualidade de vida melhor. A bandeira levantada por estas lutadoras - "Igualdade de oportunidades entre homens e mulheres"-, cada vez mais presentes no mercado de trabalho, reflete sua crescente organização que, ao longo da história, tem encontrado novas formas de participar da sociedade, abrindo redutos antes inimagináveis.

 

Entretanto, a discriminação de gênero e de raça ainda tem presença forte em nossa sociedade. Em geral, as mulheres trabalham em ambientes predominantemente masculinos, convivem com salários mais baixos, estão pouco ou nada presentes nos cargos de chefia, são mais sujeitas a demissões e restrições nas contratações, além de enfrentar as limitações para conciliar o trabalho e as responsabilidades com a família e a casa, devido à permanência da divisão desigual entre os gêneros. No emprego, o assédio sexual e assédio moral no ambiente de trabalho são intensos. No movimento sindical e político a presença feminina ainda é pequena.

 

A discussão em torno da participação das mulheres no poder requer um debate franco e claro. Requer a adoção de medidas compensatórias que estimulem, garantam condições práticas, preparem e produzam mudanças mais radicais nas estruturas do poder, desafiando os modelos atuais de representação e participação, já que o reconhecimento das diferenças é fundamental para a conquista da igualdade entre homens e mulheres.

 

A estratégia para a mudança tem vindo através de uma política de implementação de cotas (mínimo para ambos os sexos) tanto na política pública quanto sindical. A participação das mulheres no poder, embora tímida, tem permitido um crescimento coletivo das minorias discriminadas, bem como mudado o discurso coletivo da classe trabalhadora que vai além dos trabalhadores homens como representação do masculino e do feminino.

 

Muito há por fazer ainda, como ampliar a capacitação de dirigentes públicos e sindicais para que as reivindicações das mulheres ganhem maior prioridade no exercício do poder e na mudança da convivência. Para concretizar isto, as mulheres devem ocupar seu lugar de direito na política e nas lideranças sindicais. Como 45% da força de trabalho que são, elas devem se sentir à vontade dentro das câmaras e sindicatos, prontas para assumirem o poder na mesa de negociação, para conquistarem uma vida com qualidade, com trabalho digno, salário igual e possibilidade de educar os filhos e cuidar de suas famílias numa sociedade justa, sem discriminação.

 

Este é o Brasil que desejamos construir, capacitando as pessoas (mulheres e homens) a terem voz no trabalho, distribuindo justiça social e econômica para todos os brasileiros, independente de raça, gênero, cor ou credo.

 

A Diretoria


 

CORTES EM SUA LISTA....

 

A Câmara de São José dos Campos já contratou 13 parentes de vereadores como assessores de gabinete dos parlamentares desde o início da nova legislatura. As nomeações são inferiores às do início do último mandato, mas não acabaram!

 

Entre as justificativas dos vereadores as mais citadas são: em parentes a gente pode confiar; entre empregar um desconhecido, melhor empregar alguém da própria família; emprego-os somente porque são muito competentes; eles estão comigo há muitos anos; não posso discriminar parente só porque é parente; políticos têm o direito de escolher quem quiserem para trabalhar. Todos estes argumentos são fracos, não passando de desculpas para um ato não se justifica: corrupção.  Fazem isso ficam impunes, sentido-se ofendidos quando questionados sobre o assunto.


O fato é que o nepotismo é um crime que onera os cofres públicos e, portanto, deve desaparecer da política brasileira, mas ainda não foi considerado como tal e não é ilegal, sendo apenas considerado imoral pela Justiça que, em caso de abuso, com a contratação de vários parentes de uma mesma pessoa, pode anular as contratações com base no princípio da moralidade administrativa, prevista no artigo 37 da Constituição Federal.

 

Onze projetos de lei, que pretendiam proibir ou restringir o nepotismo no Poder Público, já tramitaram pela Câmara Federal desde 1989. Apenas um deles foi aprovado e encaminhado para sanção da presidência da República, mas estabelece limites apenas para os funcionários do TCU (Tribunal de Contas da União).


Outros dois projetos foram arquivados e cinco estão inativos. Um que está pronto para ser colocado em discussão entre os deputados é o 2.702, de 1997, de autoria do vereador Arlindo Chináglia (PT-SP). O objetivo do projeto é proibir a contratação de parentes nos Poderes Legislativos Federal (Câmara e Senado), Estadual (Assembléia Legislativa) e Municipal (Câmaras de Vereadores).

 

Enquanto as casas legislativas empurram com a barriga este assunto que não lhes interessa muito, para os cidadãos só resta uma maneira para defender-se do empreguismo desenfreado que assola prefeituras, câmaras, assembléias e tribunais brasileiros: jamais votar em quem emprega parentes! Corte esses políticos da sua lista!

 

A Diretoria


 

CIDADÃO DE PRIMEIRA CLASSE!

 

Cidadania também se aprende na escola. Esse é o conceito de cursos gratuitos que ensinam noções de direito, ética e até comunicação para quem quiser aprender ou aprimorar os conhecimentos e cobrar mudanças na sociedade.

 

No Vale do Paraíba, iniciativas de grupos não-governamentais como o Promotoras Legais Populares, em São José e Taubaté, e Defensores da Cidadania, em Jacareí, difundem o ensino do direito por meio da educação popular. Juntos, eles já formaram mais de 600 pessoas. A proposta é garantir o acesso da população à Justiça, apresentando aos alunos direitos que muitos deles nem sabiam ter e as ferramentas para que as leis sejam cumpridas.


Ora, é sempre bom lembrar que conhecer os direitos significa ser cidadão, em vez de ser súdito. É essencial que as pessoas conheçam os seus direitos, para que os possam reclamar, quando estes forem desrespeitados. Os Estados, por mais livres e democráticos que sejam, têm a tendência de restringir os direitos, obrigando os cidadãos a reivindicarem, constantemente.

Assim sendo, nada mais salutar do que ensinar, informar e formar cidadãos que saberão como e onde buscar ajuda, resolvendo os mais variados tipos de conflitos que possam vir a enfrentar.

E, para começar precisamos ter em mente que cidadania é muito mais que uma expressão da moda. Cidadania, para nós, brasileiros, é uma questão que envolve autonomia, democracia e desenvolvimento.

 

Autonomia para traçarmos nossas próprias políticas sem ficar atrelados aos padrões de consumo e valores externos.

 

Democracia que respeite os mínimos direitos do homem (educação, saúde, habitação...), propiciando a maioria dos integrantes da sociedade a participação nas estruturas política, econômica, social e cultural.

 

Desenvolvimento de um modelo político, econômico e social justo para o crescimento da sociedade dentro de padrões que incluam todos os brasileiros de todas as camadas sociais.

Portanto, cidadania significa uma mudança radical nas relações políticas, econômicas, institucionais, culturais, tecnológicas e do modo de vida.

 

Cidadania, é sociedade autônoma, que por ser autônoma consegue escolher um conjunto de políticas adequadas ao ambiente econômico, político e social existente, e estendê-la a todos, por isto é democrática, e, portando, caminha rumo à modernidade estando em desenvolvimento.

 

Para conquistar a cidadania (ser um cidadão de primeira classe) precisamos caminhar com firmeza, sem desvios. Podemos começar modificando nossa própria mentalidade e atitudes referentes a este assunto (o primeiro passo...), aprendendo e assumindo também os deveres que sempre vêm junto com os nossos direitos!

 

A Diretoria

 

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