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Um mês após
greve, Urbam demite 25
São José dos Campos
Um grupo de 25 funcionários da Urbam (Urbanizadora Municipal) foi demitido
nos últimos 30 dias, depois da greve que paralisou parte da coleta de lixo
de São José, em março.
As demissões foram feitas gradualmente e atingiram vários funcionários que
trabalham na Urbam há mais de 10 anos.
A Urbam é uma empresa de economia mista, segue o regime da CLT e pode
demitir funcionários, ao contrário da prefeitura.
Segundo o Sindicato dos Servidores da Urbam, as demissões atingiram apenas
funcionários que aderiram à greve e seriam uma retaliação.
"Vamos recorrer à Justiça do Trabalho para reintegrar os demitidos, além de
pedir indenização por danos morais", afirmou o advogado do sindicato,
Luciano César Cortez Garcia.
Rosana Lima dos Santos, 43 anos, trabalhava na empresa havia mais de 10
anos. Sozinha, sustentava sete filhos e um neto com o salário de pouco mais
de R$ 530. "Agora não sei o que vai ser da minha vida. Com a minha idade
será difícil encontrar trabalho. Preciso sustentar as crianças."
Segundo ela, durante a greve aconteceram algumas ameaças contra os
funcionários. "Fomos filmados, fotografados e nos disseram que se o ponto
não estivesse batido seríamos demitidos", afirmou.
"Sempre tive uma avaliação boa, não vejo outro motivo para, depois de tanto
tempo, ser mandado embora. Foi retaliação pela greve", disse Rodolfo Coelho
da Rosa, também com 10 anos de Urbam.
"Alegação de redução de quadro não é real. Eles já chamaram uns 40 aprovados
em um concurso de 2004 para ocupar as vagas dos demitidos", disse o
presidente do sindicato, Marcelo Ribeiro da Silva.
Guilherme Busch
Flávio Pereira
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